lunes, 30 de noviembre de 2009

Serrat em portugues - Canção de madrugada


Ultima segunda-feira do mês de novembro.

Nada melhor para começar a semana do que escutar a Joan Manuel Serrat cantando em português esta bela canção

Canção de madrugada

Canço de matinada




Quem já ouviu a voz tão trémula

e triste dum campanário.

A luz que vem e o grito da garça

que desperta com fome e busca

por entre o trigo e cevada

qualquer coisita para comer.

Além dum galo

no curral canta.

A noite está morta, e amanheceu,

a noite está morta, e amanheceu.

Vem o encanto da madrugada,

a vila dorme ainda agora.

E despertar molhadas as folhas

no campo, já é manhã.

Sacodem agua mas não cai nada

quando se acaba a madrugada

e o sol quando aparece,

com o seu calor as vai beijar.

Erguem a testa

molhada e fresca.

Porque é na terra que vão ficar,

porque é na terra que vão ficar.

Dentro da vila chora um menino,

pelos silvados saltam cordeiros.


Pelos campos são os primeiros,

atrás vem o pastor,

encosta o gado com o seu cão,

e até outras pastagens vão.

Passam rios e cabanas,

porque à montanha querem voltar.

Saem com a aurora,

lá vai agora:

o seu caminho é sempre igual,

o seu caminho é sempre igual.

Chegando à vila um vendedor,

bolsa vazia e o carro cheio

de tantas coisas, de verduras

colhidas na sua horta.

A mula sua levando o carro

e o homem fecha os olhos e sonha.

E quando o sol se levanta

no horizonte, vai deslumbrar

as avezitas

que adormecidas,

durante o dia irão voar,

durante o dia irão voar.


E agora canto a madrugada,

a vila dorme ainda agora.


E agora canto a madrugada,

a vila dorme ainda agora.